sábado, 24 de fevereiro de 2018

Palavra-Coisa - Carbono Galeria

Palavra-Coisa

ATÉ -  17 mar 2018

Carbono Galeria - São Paulo, Brasil

A mostra reúne obras de Almandrade, Antoni Muntadas, Arnaldo Antunes, Fernando Laszlo, Lenora de Barros, Marcos Chaves Tadeu Jungle e Walter Silveira, produzidas especialmente para a exposiçãoque exploram as dimensões verbais, sonoras e plásticas que unem literatura, música e artes visuais.



Imagem: 
Almandrade
"seXos", 2018
acrílico
40 X 30 x 18 cm
Edição de 10 + 2PA


Carbono Galeria - seXos - Almandrade


1.        
Pintor, escultor e poeta, Almandrade consegue na presente proposta tridimensional de seXos reunir um pouco de cada uma destas suas vertentes. Como poeta recorre a semântica reduzida de múltiplos sentidos de influência concreta, como escultor se apropria da grafia e da letra X para estruturar apalavra como um ...


 LIVRO / LIVRE - Almandrade

1.                             
Originalmente concebido como uma pintura, datada de 1981, LIVRO / LIVRE é um obra que possui impressa a identidade artística e poética de Almandrade. O uso econômico de cores, formas e palavras a partir de um trocadilho inteligente de múltiplos sentidos são características recorrentes em suas obras. Em LIVRO ...



LIÇÃO DE SEMIÓTICA - Almandrade


Originalmente concebido como uma pintura, datada de 1978, LIÇÃO DE SEMIÓTICA é um obra que possui impressa a identidade artística e poética de Almandrade. O uso econômico de cores, formas e palavras a partir de um trocadilho inteligente de múltiplos sentidos são características recorrentes em suas obras. Em LIÇÃO DE SEMIÓTICA, o artista utiliza semanticamente as duas partes da palavra cuja a união é a base essencial das rupturas poéticas. As preocupações simultâneas visual e sonora, do significante, somada a verbal, do significado, se relacionam diretamente com os movimentos de poesia expandida, como a poesia concreta brasileira e seus desdobramentos nacionais na poesia neoconcreta e no poema processo.


Carbono Galeria - HomeMulher - Almandrade

O artista-poeta propõe uma fusão semântica e plástica de duas palavras que significam respectivamente masculino e feminino. A letra M, que finaliza uma palavra e inicia a outra, é colocada no centro do poema com a função simultânea de separar e unir os dois substantivos. Realizado em diferentes suportes ao longo de ...

Carbono Galeria - seXos - Almandrade

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Almandrade (Antônio Luiz M. Andrade)
Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972. Integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações no Brasil e exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia que editou a revista "Semiótica" em 1974. 
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Almandrade

“...Por entre ateliês e instituições, restam desenhos e projetos de
obras nunca concretizadas, pensadas para o espaço público. É o caso do baiano Almandrade, artista com uma vasta produção pictórica que, porém, adverte que a “escultura e a instalação [o] atraem mais”: “gostaria de fazer trabalhos para dialogar com o espaço urbano, talvez pela minha formação
de urbanista”. No entanto, Almandrade não teve essa oportunidade. A latente lógica arquitetônica de sua obra sublinha, portanto, uma fundamental chave de leitura para o seu trabalho: muitos dos objetos e esculturas de Almandrade devem ser compreendidos como maquetes ou projetos para esculturas de dimensões urbanísticas. Assim é que, do plano inclinado amarelo de uma de suas esculturas (2003), resta desconhecido seu pleno potencial – somente uma vez instalada em Salvador, por exemplo, a obra revelaria sua força de imenso rebatedor da luz tropical, instância da experiência sensível do trabalho que, por ora, permanece silenciada, sobrevivendo apenas como projeção. Tal situação de latência é, no entanto, apenas um dos muitos débitos do campo da arte diante da produção de artistas do Nordeste – como, igualmente, de outras regiões do País...

“Em suas trajetórias – cruzadas, visto que são interlocutores – Montez, Esmeraldo e Almandrade, por exemplo, criaram um lugar profícuo entre a construção e o conceito, irredutível aos genéricos enquadramentos teóricos de um ou outro. Essa posição singular é evidente em Almandrade.

Oriundo da poesia visual e do poema processo, na Salvador de meados dos anos 1970, o artista dá início às suas incansáveis investigações, travando uma relação de ambiguidade semântica com o  espaço. Em muitas de suas pinturas, esculturas, objetos ou diagramas, a espacialidade será a base sobre a qual Almandrade problematiza a relação entre significante e significado, constituindo experiências espaciais cujo instável equilíbrio físico de tantas vezes é o eixo sobre o qual se desequilibram os sentidos. Na recente pintura Uma tarde de verão (2011), por exemplo, à tensão do enfrentamento de suas quase-simetrias de linhas e cores – que parecem esforçar-se por manter-se estáveis sobre a imensidão de um amarelo vivaz que, como a luz atmosférica, tende a imprimir movimento –, soma-se a instabilidade da sugestão semântica advinda com o título do trabalho. Como já anunciava em seu livro Linguagem (déc. 1970), no qual páginas se sucedem transformando uma linha em onda, a onda em caligrafia, e a caligrafia na palavra que intitula o trabalho, Almandrade está interessado em pôr em jogo as diferentes forças que criam valores na e
para além da linguagem, preocupação reforçada constantemente também em sua atuação como crítico de arte.”

Clarissa Diniz e Paulo Herkenhoff
Zona tórrida – certa pintura do Nordeste

Processo Criativo Charles Watson EAV Parque Lage.


Tamar Guimarães & Kasper Akhøj | De La Warr Pavilion | East Sussex, Reino Unido


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A Galeria da Gávea convida para a visita guiada com o curador Marcelo Campos da exposição "Vadios e Beatos



III Circuito 10 Contemporâneo - Belo Horizonte

III CIRCUITO 10 CONTEMPORÂNEO SERÁ LANÇADO EM BELO HORIZONTE E MARCARÁ ABERTURA SIMULTÂNEA DE 10 EXPOSIÇÕES DE ARTE

Evento será realizado no dia 3 de março e reunirá as 10 maiores galerias de Minas em mostras gratuitas

Criar uma agenda comum que abre as portas para formar novos públicos, fortalecer o mercado da arte e ampliar o debate sobre o momento em que vivemos. Essa a proposta do Circuito 10 Contemporâneo, um dos maiores movimentos de arte contemporânea do Brasil que lança, no próximo dia 3 de março, em Belo Horizonte, a sua terceira edição. Serão 10 exposições inéditas, gratuitas e abertas simultaneamente nas galerias que compõem o grupo: AM Galeria, Beatriz Abi-Acl, Celma Albuquerque, dotART, Lemos de Sá, Manoel Macedo, Murilo Castro, Orlando Lemos, Quadrum e Studio Cícero Mafra.  
Segundo o galerista Murilo Castro, ao longo dos últimos anos, a arte contemporânea brasileira vem ganhando mais visibilidade no país e no mundo, não só em função do amadurecimento do mercado e da produção artística, mas também do trabalho consistente dos espaços dedicados à arte. “O protagonismo das galerias está no rigor com que os artistas e obras são selecionados, no compromisso com a governança, na transparência nas negociações, no permanente apoio aos artistas e no enriquecimento e valorização patrimonial dos colecionadores”, diz.
No dia 3 de março, todas as galerias da terceira edição do Circuito 10 Contemporâneo abrirão suas portas para o grande público de Belo, das 11h às 18h. No entanto, as exposições continuarão após essa data. Serão mostras com diferentes conceitos e propostas, mas todas em torno de um objetivo comum: tornar a arte mais próxima das pessoas. “O Circuito já representa um dos um dos maiores e mais significativos movimentos do Brasil. Definitivamente, os olhos do mercado e dos apreciadores da arte estão se voltando cada vez mais para Belo Horizonte e Minas Gerais”, afirma Beatriz Lemos de Sá, da galeria Lemos de Sá. 


SERVIÇO

O quê? III Circuito 10 Contemporâneo
Quando? 3 de março
Onde: Circuito itinerante, das 11h às 18h
Mais informações? 10contemporaneo.com.b 
Entrada gratuita


AM Galeria
Endereço: Rua do Ouro, 136 Serra, CEP: 30.220-000 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3223-4209
Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

Beatriz Abi-Acl
Endereço: Rua Santa Catarina, 1155, Lourdes, CEP: 30.170-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3291-2101
Funcionamento: segunda a sexta das 9h às 18h.Sábados das 9h às 13h.

Celma Albuquerque
Endereço: Rua Antônio de Albuquerque, 885, Lourdes, CEP:30.112-011 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: 3227-6494
Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 9h30 às 13h.

dotART
Endereço: Rua Bernardo Guimarães 911, salas 8 e 18, Funcionários, CEP: 30.140-081 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3261-3910
Funcionamento: de segunda a sexta, das 9h às 19h. Sábado, das 9h às 13h.

Lemos de Sá
Endereço: Av. Canadá, 147, Jardim Canada, CEP: 34000-000 | Nova Lima | MG | Brasil
Telefone: (31) 3261-3993
Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 18h. Sábado das 11h às 14h.

Manoel Macedo
Endereço: Rua Lima Duarte, 158, Carlos Prates, CEP: 30.710-470 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3411-1012
Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

Murilo Castro
Endereço: Rua Benvinda de Carvalho, 60, Santo Antônio, CEP: 30.330-180 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3287-0110
Funcionamento: Segunda a Sexta das 10h às 19h. Sábados das 10h às 14h.

Orlando Lemos 
Endereço: Rua Melita, 95, Jardim Canadá, CEP: 34.000-000| Nova Lima | MG | Brasil
Telefone: (31) 3224-5634 | (31) 3581-2025
Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 19h. Sábado das 10h às 14h.

Quadrum
Endereço: Av. Prudente de Morais, 78, Cidade Jardim, CEP: 30380-002 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3296-4866
Funcionamento: Segunda a Sexta das 12h às 19h.

Studio Cícero Mafra
Endereço: Rua Xingu, 487, Alto Santa Lúcia, CEP:30.360-690 | Belo Horizonte | MG | Brasil
Telefone: (31) 3296-4246
Funcionamento: Segunda a Sexta das 09h às 18h.

"Lágrimas de Ouro" de Jorge Feitosa na Galeria VilaNova. Curadoria: Bianca Boeckel




GALERIA VILANOVA ABRE 2018 COM INDIVIDUAL DE JORGE FEITOSA 

"Lágrimas de Ouro" explora uma reflexão sobre a memória do corpo, revelando imagens criadas a partir de um profundo mergulho no subconsciente do artista 
  
Galeria VilaNova inicia seu calendário expositivo de 2018 com “Lágrimas de Ouro", do artista visual Jorge Feitosa, sob curadoria de Bianca Boeckel. Por meio de doze fotografias, oito objetos/esculturas, dois vídeos-performance, uma instalação e um painel formado por vinte imagens, a mostra apresenta um mergulho nas emoções mais íntimas do artista e propõe reflexão sobre a memória do corpo, trazendo a tona questões como deslocamento, identidade e morte. 

"Nasci em Porto Velho (RO) e me mudei para São Paulo ainda adolescente. Desde pequeno, quando saía com meu pai, costumava ficar sempre olhando para o lado de fora do carro para não perder nada do que se passava, e são algumas dessas imagens e paisagens que permanecem na minha memória, mesmo que fragmentadas." Ao se aprofundar nessas lembranças ou fragmentos de memórias, Jorge Feitosa extrai de si tudo que há de mais íntimo e pessoal, como afetividades, deslocamentos, informações, emoções e sentimentos, dos quais resultam sua produção artística. Em "Lágrimas de Ouro", o artista performa frente à câmera cenas advindas de seu próprio subconsciente e as fotografa, criando assim uma forte carga imagética e que, em alguns trabalhos, se aproxima da foto-performance. "Ao interagir com o meio, animais vivos e mortos e matérias orgânicas, suas fotografias e vídeos ganham genuinidade e textura - é como se embarcássemos juntos em suas viagens", comenta Bianca Boeckel, curadora da exposição.  

A partir da pesquisa de imagens e fragmentos de memória, o artista dá início a um trabalho, revendo a origem dessas imagens. O próximo passo desse processo é sair a campo, geralmente entre São Paulo e Rondônia, onde tenta tornar física a inspiração estética que seu subconsciente buscou. Nas palavras de Ananda Carvalho, professora, crítica de arte e curadora: "Jorge Feitosa reflete sobre as buscas de uma identidade mestiça. O artista nasceu e cresceu em Porto Velho (Rondônia), mas vive na cidade de São Paulo há mais de 30 anos. Mas, além das referências biográficas, seu trabalho procura discutir uma concepção ampliada entre as forças que interferem na constituição das subjetividades do indivíduo contemporâneo". 






​"Corpo do Artista", 2014









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Exposição: "Lágrimas de Ouro" 
Artista: Jorge Feitosa 
Curadoria: Bianca Boeckel 
Abertura: 1º de março de 2018, quinta-feira, às 19h 
Período: 2 de março a 7 de abril de 2018 
Local: Galeria VilaNova – http://www.galeriavilanova.com.br 
Rua Domingos Leme, 73 – Vila Nova Conceição – São Paulo, SP 
Tel.: (11) 2691-1190 
Horários: Terça-feira a sábado, das 12 às 18h 






Maurizio Cattelan

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